NEGLIGÊNCIA NA “DEMOCRACIA”.

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TEMER E A SUA CORJA; E A NEGLIGÊNCIA DO DIREITO DEMOCRÁTICO DO BRASILEIRO.

Assistimos sentados em nossos sofás aflitos e perplexizados mais sem coragem para reagir de fato e consistentemente ao desmantelamento da consciência política, estamos inserido em uma democracia, assistindo a um jogo de interesses “oligárquicos” que fere cada vez mais a nossa forma de ver positivamente o regime democrático e que elimina o sentido de tal regime.

Temos atualmente no poder do governo brasileiro uma síntese do que poderíamos chamar tranquilamente de governo tirânico que mina aos poucos o gosto dos brasileiros por políticos; governo que estar no poder ilegitimamente e que desde então se segura como pode ao poder que lhe fora conferido.

Temer é um dos políticos mais dignos de pena a qual assistimos abraçar a sua cadeira no Palácio do Planalto como uma criança que acha um brinquedo e não quer largar, mesmo sabendo que não é dela; este é Temer que com 95 % de impopularidade, sendo assim o político a dirigir a republica com maior rejeição de todos os tempos; como fala a  filosofa Márcia Tiburi, “qualquer um que tem consciência, estaria depressivo ou ainda muito mal por conta disso”, mas não Temer que deseja continua no cargo, todos diz não mas Temer diz sim.

Temer vive e sobrevive de uma política de esfacelamento; vendendo o país a seu benefício; tudo para não sair do cargo, tudo para agradar as bancadas; enquanto os que o apoiam ganham com isso esse se mantém no poder, quando Temer não conseguir mais agradar a todos os outros partidos interesseiros que deixam ele aonde estar para conseguir vantagens privilegiadas, Temer cairá se esfacelando da forma que deve ser.

Pode e deve ser perguntado se um governo que está ilegitimamente no poder tem envergadura para realização de tantas reformas que interferem no dia a dia dos cidadãos; como é o caso, por exemplo, da reforma do ensino médio, a reforma trabalhista e da previdência social e até o conceito do que seria trabalho escravo, o que deixa o governo de Temer bem perto do que poderíamos chamar de piada política.

É do senso comum no Brasil ao pensarmos em política esquecermos da nossa responsabilidade quanto pessoas autônomas que mesmo dentro de espectros autoritários ainda temos a responsabilidade de escolha que permita a mudança dos aspectos sociais a qual estamos inseridos.

Esquecemos da autoridade a qual nos foi dada pela geração anterior que nos permite mudar a sociedade a qual estamos inseridos, sendo a liberdade de escolha a maior responsabilidade a qual podemos ter, sendo ela – a responsabilidade – entregue nas mãos de políticos  putrefatos que agem no poder angariando vantagens para si, e usando do bem público como bem privado.

A liberdade, a qual em tese temos, exige responsabilidade a qual é sempre negligenciada a cada nova eleição, não estabelecendo o nosso pensamento de forma a aprofundar as perspectivas de uma alteração a qual devemos e está atrasada que se faça. Nós procrastinamos o nosso dever como cidadãos, seres racionais, e por isso políticos, e responsáveis pelo mundo a qual nós queremos e temos em vista.

A cada duas translações, o ambiente fica cada vez mais escuro, a aparência é que estamos seguindo cada vez mais para o fundo da caverna; pensar em um futuro benevolente para todos, e por isso igualitário e solidário, não é simplesmente uma utopia e sim um ativismo para assim poder atingir a potencialidade que está escondida dentro do foço a qual nos metemos.

                                                               POR FAH SAN

No vídeo abaixo a filosofa Márcia Tiburi em entrevista a Cláudio Prado fala sobre um Brasil utópico do futuro; e fica a partir daí uma pergunta, qual mundo queremos criar?  Está é uma questão que deveríamos levar mais a sério!

INFORMAÇÕES DA POSTAGEM:

IMAGEM EM DESTAQUE: http://www.diariodocentrodomundo.com.br/fora-temer-por-latuff/

 

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HÁ LIBERDADE 2º SARTRE * FAH SAN

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A filosofia existencial do Francês Jean Paul-Sartre (1905-1980)  teve muita influência na França a qual foi saturada pela Segunda Guerra Mundial, sendo a filosofia existencial de Sartre conceitualizada na ideia de liberdade, ideia está levada ao extremo do que podemos chamar de liberdade.

Sartre foi muito provavelmente o filosofo que em vida conseguiu atrair mais atenção, podendo transforma em vida a sua filosofia em uma verdadeira manifestação cultural ascendente na França.

Para Sartre tudo que tem existência, exceto o ser humano, é irracional,  assim  estão presos a sua própria existência, dentro da sua funcionalidade, não podendo deliberar.

 

Sobre a mesa de jacarandá, há  uma carta fechada. Apanho, na gaveta, uma faquinha para abrir envelopes – corta – papel é o termo exato. Este corta-papel, especificamente é herança de minha avó; o cabo é adornado por uma excêntrica, mas perturbadoramente  verossímil cabecinha de cachorro. A lâmina é cega, exceto pela ponta, que se afina em ânulo abrupto. Tudo nesse objeto (exceto a efígie canina) serve a uma função clara: abrir papéis. Introduzo a ponta da lâmina na fresta da pala, faço um movimento seco e rápido com a mão. Excelente, essa faquinha. Não sei quem produziu, mas o sujeito sabia o que estava fazendo.

José Francisco Botelho (Livro: A Odisseia da Filosofia; Uma breve história do pensamento ocidental; Editora Super Interessante) 

 

No texto citado acima, o objeto do corta – papeis, foi feito para uma finalidade; sendo ele criado racionalmente pelo homem, sendo este um objeto que a essência precede a existência, pois a finalidade dele é clara.

Devido a ausência de racionalidade dos animais, eles são presos dentro das possibilidades que lhes são colocadas, então eles apenas existem. Um animal não cria a sua individualização, segue o instinto, que lhe é próprio; o que não é o caso do homem, pois embora com limitações tem a liberdade de realizar, da sua existência, o que quiser.

A importância da sua filosofia está exatamente na radicalização do humano, tendo como princípio o próprio ser humano e nada além, tirando assim a responsabilidade da divinização da natureza – como é de praxe na filosofia antiga – e também do divino no sentido religioso; por este motivo primeiro existimos, e somente posteriormente nós construirmos a nós mesmos.

 

 

”Primeiramente, o homem existe, se descobre, surge no mundo e só depois se define”. 

Jean Paul-Sartre

 

 

Segundo Sartre todo homem está condenado a ser livre, tendo ao seu dispor o poder de escolha para o que deseja realizar, uma vez que a existência do homem vem antes de qualquer coisa, podendo assim ser responsável pela sua realidade.

Para Sartre você é aquilo que você faz, ou seja, são as suas atitudes que irão definir a sua identidade; são as suas decisões que vem após a existência que define quem você é; sendo assim, eu existo primeiro e posteriormente defino qual será a minha essência, pois se não há deus antes que definiu quem é a pessoa que sou, que pré-estabeleceu uma série de regras, definindo assim, anteriormente qual seria a minha essência, então, eu existo antes de qualquer coisa, e eu posso definir qual será a minha história.

 

 

“Quanto aos homens não é o que eles são que me interessa , mas o que eles podem se tornar”  

Jean Paul-Sartre

 

 

Há em Sartre uma liberdade criada dentro de uma individualidade que é posta dentro de uma radicalização extrema, assim também o tempo ganha uma nova significação, uma vez que se há está liberdade extrema então cada ser humano, em cada época a qual vive tem a liberdade de ser quem ele quiser, e fazer a sociedade a qual ele deseja; sendo assim podemos dizer que este é um ponto de convergência entre a individualidade e coletivo; trazendo assim para dentro desta filosofia aquela a qual é o seu maior problema, a angústia.

A angustia é gerada devido a esta extrema liberdade a qual o ser humano tem;  livre de qualquer superioridade divina a qual pode lhe instrui por meio de regras, definindo assim a sua vida; o homem sapiens sapiens (o homem sabe que sabe)  fica perdido diante das possibilidades de escolha, podemos escolhermos, ser o que quisermos ser, e temos que nos responsabilizarmos por nossas ações, caso contrário usaremos de má fé.

A má fé em Sartre é quando a pessoa se exime da responsabilidade dos seus atos; como o ser humano é livre então ele deve escolher o que ele quer para ele e também deve assumir as suas responsabilidades diante do mundo.

O homem é totalmente responsável por si mesmo, por sua história e consequentemente pela história dos outros que estão a sua volta; sendo assim a minha ação é livre e tem que representar aquilo que afirmo no mundo como válido, tendo a ciência que as minhas escolhas irão interferir em vidas alheias a minha.

 

 

 “E como se a humanidade jogasse os holofotes sobre você, esperando que você haja, para saber quem ela é, pois o que é o homem? O homem não é nada além do que faz; o que há  é uma sempre renovada definição de homem a partir da vida de todos os homens”

Jean Paul-Sartre

 

 

A filosofia de Sartre nos coloca frente as nossas escolhas, frente aos obstáculo a qual temos; independentemente das dificuldades a qual é apresentada, o individuo tem liberdade para deliberar e agir, sendo assim, é responsável pelo que decide; independente se a nossa liberdade é cerceada, ainda assim temos a responsabilidade de agir e escolher.

 

AUTOR: FAH SAN.

 

O documentário abaixo mostra a importância de Sartre para a sociedade a qual ele viveu, além de ter fatos históricos, a sua bibliografia é colocada também em cena e podemos compreender o quanto estava realmente comprometido com o existencialismo ou como ele à chamava,  filosofia existencial,  filosofia está que levou como modo de vida, indo ao extremo.

 

 

 

 

 

Referencias:

O Livro Da Filosofia/Editora Globo/ DK LONDRES

Botelho, José Francisco. A Odisseia da Filosofia. Editora Super Interessante

 

 

 

 

 

 

A Performance Art que chocaria até nos dias atuais.

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Muito se questiona referente a produção artística, frases conhecidas como, por exemplo, “isso não é arte ” ou “no meu tempo era muito melhor” ajuda a polemizar referente a discussões virtuais que no final das contas viram monólogos, pois virá uma discussão a qual as pessoas estão muito mais preocupadas em falar dos seus preceitos morais do que pensar realmente referente ao objeto artistico.

A verdade é que eventos como ocorridos anteriormente no Museu de Arte Moderna com a performance “La Bête” ou no Queermuseu não foi o suficiente para validar os questionamentos, diga- se de passagem – se tivesse tido tais questionamento de forma dialogal  – e não com imposições individuais, como foi – seria muito mais produtivo –  o discurso foi vazio.

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“La Bête” foi inspirada na obra de Lígia Crack “Bicho”,   em cena o coreógrafo Wagner Schwartz; nesta performance Schwartz se coloca nú e vulnerável diante do público e convida o público para moldar o seu corpo.

As objeções de maiores reincidências nesses episódios acontecimentos foram as pessoas dizendo que aquilo que foi produzido não foi arte uma vez que não havia nenhum aprimoramento técnico envolvido, porém não ouve discussão mais aprofundada sobre tais definições, tendo assim, somente discursos vazios sobre o ocorrido.

Vazio; uma vez que o que foi levantado nestas discussões desses dois episódio foi insuficiente para produzir uma compreensão aprofundada, sobre o que é arte; se a arte possui padrões; se a arte possui objetivos; se a arte tem alguma utilidade; o que é estética e o que é o sublime?

Este Blog vai discutir com recorrência referente a tais questões envoltas no campo da Filosofia da Arte e Estética, com mais abrangência e profundidade nos próximos artigos.

O que destaco neste escrito é que a arte desde sempre causa diversas sensações, desde uma emoção delicada há uma emoção de repulsa; a arte acontece através da fruição; uma ação acontece como a performance art, peça teatral, quadro exposto, um filme a qual assisto, enfim, independente é  criada uma conexão entre o objeto artístico e quem assiste.

Com o advento da internet o público toma contato com estes eventos artístico que no caso  do Brasil são mais comuns em museus; o que é algo comum para quem já é público destes eventos artísticos é um escândalo para o grande público; vira polêmica em redes sociais,  falo das redes sociais, pois são nelas que as pessoas (grande contingente de pessoas)  tomam contato com essas obras artísticas de uma forma superficial, pois é através de um registro imagético feito de forma despretensiosa a qual o público tem um contato questionável com a obra de arte, criando interpretações supervisais, ocorrendo uma eclosão de discursos a qual cria uma polêmica desnecessária, uma vez que hoje em dia o que vale a pena é pagar de inteligente.

Vale a pena destacar a importância da Performance Art como manifestação artística; tendo ela uma importância política de reivindicação ou apenas como um contato delicado, como uma fina e sensível linha que estabelece com o público, que foi o caso de “La Bete”.

Gostaria de citar uma artista de Performance Art que foi absolutamente contundente com o seu tempo, produzindo várias performances de cunho político e que até hoje poderia causar espanto nas  pessoas que veem mais não buscam uma interpretação de forma mais apurada do objeto artístico, a artista é a Valie Export e a performance a qual vou citar neste artigo é Action Pants: Genital Panic.

Em 1969, Valie Export, realizou a Action Pants: Genital Panic em um cinema em Munique; vestida de preto, com a sua genitália a mostra,  Valie Export passava pelas fileiras do cinema,  a sua genitália ficava na altura dos olhos de quem estava sentado olhando aquela intervenção artística; ela desafia os outros a interagir com uma mulher real e não com uma imagem a qual estava na tela, a qual foi construída diante de todas as artificialidades possíveis.

As fotos da performance foi tirada com a Valie Export portando uma arma provocando ainda mais a reflexão.

Ao realizar a ação artística a Valie Export levantou questões importantes para a sua época, como por exemplo, o questionamento da figura da mulher na sociedade a qual está inserida,  sendo uma relação fetichista do homem em relação a mulher, sendo ela, a mulher, encaixada dentro de uma lógica opressiva a qual impossibilita a busca feminina pela igualdade em relação aos homens; a performance realizada naquela época, foi de enorme contundência uma vez que era imanente aos questionamentos da época.

O trabalho de Valie Export é amplo sua arte parte  da performance art indo a video art e passando ao cinema experimental.

Está Performance trás reflexão ao publico, exatamente pelo fato de chocar quem a ver; tem contundência entre a ação artística e as circunstâncias a qual a performance art se encaixa, Valie Export diz que “o corpo feminino sempre foi uma construção” e acha que só com liberdade de expressão do dialogo travado entre as mulheres pode construir a sua própria imagem, um auto-retrato como a mesma define.