ATIVISMO NAS REDES SOCIAIS

                                                      Por Fah San

[Reflexão do problema do não ativismo e potencialização das redes sociais]

 

Estamos cercados de mídias sociais, sites e interações on-line; tendo uma maior quantidade de acesso as informações; a qualidade do que temos hoje é comparável ao que tínhamos anteriormente, porém presenciamos uma maior mitigação das informações produzidas, assim como maior dificuldade de apreensão de conceitos e verticalização opinativa.

Quando a expresso incluindo e nomeando a verticalização opinativa estou à escrevendo pensando no correlacionamento entre a informação a qual é consumida e  como à interpreto podendo assim ter um intendimento do que é recebido e assim poder apresentar um juízo, podendo assim engajar-me (se for o caso), para poder modificar  “aspectos” sociais ou particulares.

É inevitável e inegável a importâncias das mídias sociais na vida das pessoas, devido a facilidade de comunicação a qual é possível haver, sendo o agente não apenas um consumidor passivo, que seria traduzido por um receptáculo consumista, mas alguém que também pode divulgar informações, trazer informações e se engajar em determinados aspectos,  coisa a qual era intangível antes da virada do milênio,  hoje podemos optar por receber informações por parte das mídias alternativas; o que trás um pouco de desconfiança é o papel a qual determinadas mídias sociais tem nas nossas vidas, e como podemos utiliza-las com relevância social.

O facebook é um bom exemplo de tudo a qual foi dito. Todas as pessoas tem a oportunidade de ter acesso “gratuitamente” como usuário desta rede social, e obviamente ao conteúdo a qual é produzido nela e na maioria das vezes as pessoas fazem o uso desta rede social de forma discutível, por exemplo, uma grande quantidade optam por expor a sua vida pessoal  de forma irrestrita , sem qualquer afunilamento do que postar, ainda dentro do campo pessoal, tem pessoas que constroem um outro eu, e que nada tem haver com a sua realidade, fazendo da sua página pessoal apenas simulacro da sua realidade;  ou ainda os que fazem parte de grupos políticos e sem profundidade, apresentando uma polifonia dessincronizada,  a qual “gritam” por diversas causas, e dentro de uma mesma pauta é mostrado que não há uma busca pela verdade ou mais próximo dela, configurando assim algo que Márcia Tiburi no seu livro O Ridículo Político chamou de vergonha alheia, conceito a qual é relacionado quando o indivíduo sente vergonha pela outra pessoa, devido a situação ser constrangedora o suficiente para  que o acontecimento possa passar a não ser tida como cômica – que seria uma situação a qual haveria realmente um estado de humor, sendo este crítico, questionador e revelador – e sim ridícula – quando a pessoa não percebe que a atitude dela é tão ridícula que trava o riso, neste aspectos podemos situar publicações a qual revela uma tiração de sarro coletiva.

A população revoltada contra os algozes políticos, fazendo da situação uma violência indireta contra pessoas a qual são responsáveis pelo poder público e judicial, sendo a atitude contraditória, um circo de horrores, uma vez que os algozes  da vez  passam a ser aqueles que fazem o uso da rede social sem nenhuma intenção que não seja proliferar ódio. O fato de situações como está ser totalmente abjeta aponta para um aspecto que deve ser pensado, pois tira toda e qualquer potencialidade de discussão a aprofundamento da criticidade que todos buscam a todo momento, criando fragmentos que não tem força de modificação.

Os fato dos exemplos citados acima podem ser aplicados não só ao facebook, como a outras redes sociais, são causas de um costume enraizado na pós- modernidade, correlacionado a irracionalidade dos indivíduo  que não pensa sobre a forma a qual se relacionam com os mecanismos para comunicação, pois estes poderiam ser potencializados, saindo de assuntos estritos, exposição da vida pessoal e de opiniões pessoais, para um campo de carácter universal; não apenas trata de um problema a qual temos em relação ao excesso de informação, mas como podemos nos tornar verdadeiramente ativista em relação ao que surgi, e para isso devemos sermos mais cuidadosos com o que é recebido de informação, o que realmente vou propagar e em que vou tomar frente com uma atitude ativista.

 

[…] Com o espaço cibernético temos uma ferramenta de comunicação muito diferente da mídia clássica, porque é nesse espaço que todas as mensagens se tornam interativas, ganham uma plasticidade e têm uma possibilidade de metamorfose imediata. E aí, a partir do momento que se tem o acesso a isso, cada pessoa pode se tornar uma emissora, o que obviamente não é o caso de uma mídia como a imprensa ou a televisão. Então, daria para a gente fazer uma tipologia rápida dos dispositivos de comunicação onde há um tipo em que não há interatividade porque tem um centro emissor e uma multiplicidade de receptores. Esse primeiro dispositivo chama-se Um e Todo.
Uma outra versão é o tipo Um e Um, que não tem uma emergência do coletivo da comunicação, como é o caso do telefone. O espaço cibernético introduz o terceiro tipo, com um novo tipo de interação que a gente poderia chamar de Todos e Todos, que é a emergência de uma inteligência coletiva.
Fonte: Palestra realizada no Festival Usina de Arte e Cultura, promovido pela

 

O filosofo Pierre Levy fala do noção de ciberespaço e cibercultura, sendo o Cibercultura “o conjunto de técnicas materiais e intelectuais, de práticas, de atitudes, de modos de pensamento e de valores que se desenvolvem juntamente com o crescimento do ciberespaço”; sendo o ciberespaço uma categoria nova da nossa atualidade, a qual é ampliado os fatores comunicativos de um e um, um e todos, e todos e todos; devido ao advento da tecnologia que possibilita a criação de costumes ao possibilitar a presença incorporal das pessoas em discussões, democratizando a forma de comunicação, é de essencial importância refletirmos na qualidade dessa comunicação em rede, pois tendo está uma relação cada mais estrita com a nossa realidade, podemos potencializar nossas ações diante do mundo, sendo a questão a qual fica abordada aqui, é de como podemos fazer com que as nossas conjunturas interativas possam possibilitar  o ativismo de transformação pessoal e social?

 

Referências:

LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: 34, 1999.

TIBURIM, Marcia. O Ridículo Político. Rio de Janeiro: Editora Record, 2017.

 

 

 

 

 

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NEGLIGÊNCIA NA “DEMOCRACIA”.

Destaque

 

TEMER E A SUA CORJA; E A NEGLIGÊNCIA DO DIREITO DEMOCRÁTICO DO BRASILEIRO.

Assistimos sentados em nossos sofás aflitos e perplexizados mais sem coragem para reagir de fato e consistentemente ao desmantelamento da consciência política, estamos inserido em uma democracia, assistindo a um jogo de interesses “oligárquicos” que fere cada vez mais a nossa forma de ver positivamente o regime democrático e que elimina o sentido de tal regime.

Temos atualmente no poder do governo brasileiro uma síntese do que poderíamos chamar tranquilamente de governo tirânico que mina aos poucos o gosto dos brasileiros por políticos; governo que estar no poder ilegitimamente e que desde então se segura como pode ao poder que lhe fora conferido.

Temer é um dos políticos mais dignos de pena a qual assistimos abraçar a sua cadeira no Palácio do Planalto como uma criança que acha um brinquedo e não quer largar, mesmo sabendo que não é dela; este é Temer que com 95 % de impopularidade, sendo assim o político a dirigir a republica com maior rejeição de todos os tempos; como fala a  filosofa Márcia Tiburi, “qualquer um que tem consciência, estaria depressivo ou ainda muito mal por conta disso”, mas não Temer que deseja continua no cargo, todos diz não mas Temer diz sim.

Temer vive e sobrevive de uma política de esfacelamento; vendendo o país a seu benefício; tudo para não sair do cargo, tudo para agradar as bancadas; enquanto os que o apoiam ganham com isso esse se mantém no poder, quando Temer não conseguir mais agradar a todos os outros partidos interesseiros que deixam ele aonde estar para conseguir vantagens privilegiadas, Temer cairá se esfacelando da forma que deve ser.

Pode e deve ser perguntado se um governo que está ilegitimamente no poder tem envergadura para realização de tantas reformas que interferem no dia a dia dos cidadãos; como é o caso, por exemplo, da reforma do ensino médio, a reforma trabalhista e da previdência social e até o conceito do que seria trabalho escravo, o que deixa o governo de Temer bem perto do que poderíamos chamar de piada política.

É do senso comum no Brasil ao pensarmos em política esquecermos da nossa responsabilidade quanto pessoas autônomas que mesmo dentro de espectros autoritários ainda temos a responsabilidade de escolha que permita a mudança dos aspectos sociais a qual estamos inseridos.

Esquecemos da autoridade a qual nos foi dada pela geração anterior que nos permite mudar a sociedade a qual estamos inseridos, sendo a liberdade de escolha a maior responsabilidade a qual podemos ter, sendo ela – a responsabilidade – entregue nas mãos de políticos  putrefatos que agem no poder angariando vantagens para si, e usando do bem público como bem privado.

A liberdade, a qual em tese temos, exige responsabilidade a qual é sempre negligenciada a cada nova eleição, não estabelecendo o nosso pensamento de forma a aprofundar as perspectivas de uma alteração a qual devemos e está atrasada que se faça. Nós procrastinamos o nosso dever como cidadãos, seres racionais, e por isso políticos, e responsáveis pelo mundo a qual nós queremos e temos em vista.

A cada duas translações, o ambiente fica cada vez mais escuro, a aparência é que estamos seguindo cada vez mais para o fundo da caverna; pensar em um futuro benevolente para todos, e por isso igualitário e solidário, não é simplesmente uma utopia e sim um ativismo para assim poder atingir a potencialidade que está escondida dentro do foço a qual nos metemos.

                                                               POR FAH SAN

No vídeo abaixo a filosofa Márcia Tiburi em entrevista a Cláudio Prado fala sobre um Brasil utópico do futuro; e fica a partir daí uma pergunta, qual mundo queremos criar?  Está é uma questão que deveríamos levar mais a sério!

INFORMAÇÕES DA POSTAGEM:

IMAGEM EM DESTAQUE: http://www.diariodocentrodomundo.com.br/fora-temer-por-latuff/