Bolsonaro e o Primitivismo da Conscência

Bolsonaro e o primitivismo da Consciência

A reflexão a qual temos de nós mesmos, sendo ela individual, porém o fato da consciência ser individual não nos impossibilita de refletir em relação a consciência a qual as outras pessoas tem sobre a vida.

A ação de nos colocarmos em um exercício reflexivo sobre consciência, personalidade e carácter do outro, sendo uma tarefa importante quando se trata de uma figura pública, com ideias polêmicas, a qual vem influenciando em larga escala populacional.

Pseudoconsciência política

Bolsonaro é um dos políticos a qual vem ganhando espaço nas mídias; como em várias pesquisas mostra o prediletismo candidato a presidência da república em 2018; tais eleitores do candidato, fazem questão de colocá-lo como o salvador da pátria, alguém que vem para salvar o Brasil da ignorância, o que é em excessivamente irônico, pois o desmanche intelectual a qual ele mesmo faz com a sua imagem, é algo que poucos consegue, bastando poucas palavras para que a imagem do Bolsonaro seja diluída, isto pelo motivo do Messias possuir uma visão limitada de mundo, domina pouco tais questões como economia, a qual é de interesse absolutamente grande dos Brasileiros ou a fatos históricos, pois segundo ele “os portugueses nunca pisaram na África, foram os africanos que se entregaram como escravos”. Acrescento que para todos os questionamentos feito, Jair Bolsonaro ele sempre tem alguém de confiança e/ou irá montar uma equipe, mas ele mesmo não sabe [se quer!] falar sobre a situação atual econômica do Brasil. De fato pelo devido a cobranças ele melhorou um pouco, mas bem pouco a suas opiniões, porém ainda é pra ter pena.

Mas por qual motivo o Bolsonarismo está virando uma febre?

A ascensão intelectual de uma direita ainda aspirante no Brasil criou uma ânsia para encontrar intelectuais e políticos que poderiam subsidiar a sua visão, assim há um grupo de pessoas as quais ver o político/messias como uma pessoa a qual poderia representar muito bem estas pessoas.

O Messias que veio para “salvar” a nação se mostra indiferente com as causas sociais, aonde tem uma visão limitada, pois como faz questão de falar, a minoria tem que abaixar a cabeça para a maioria, ou seja, não estar se importando com grupos que tem uma certa carência social; tem uma visão machista do mundo, como por exemplo a posição da mulher no mundo capitalista, chegando até mesmo a dizer que se caso fosse empresário não contrataria mulheres.

Bolsonaro vai contra os postulados defendidos pela grande maioria atualmente, sendo que para muitos ele fala a verdade de modo inflamado, verdadeiro e autentico, para outros é apenas um Jeca a qual tem uma visão limitada, uma mente golpista e não tem opinião embasada alguma, é apenas uma pessoa grosseira falando.

Em resumo é um candidato limitado intelectualmente, indiferente ao outro, machista e homofóbico; podemos assim resumir tal aspirante a candidato, porém o fato que chama muito a atenção, é que tais limitações não são percebidas por um grande quantidade de pessoas, tento assim “defensores e panfleteiros” que o defende.

Grande parcela de pessoas reacionárias e que posso usar os mesmos adjetivos, que usei para descrever Bolsonaro, está saindo do anonimato, para destilar o ódio e defender uma visão arcaica que até então pensávamos que estavam mortas, como por exemplo, a volta da ditadura militar, retorno a valores ultrapassados, como a dependência das mulheres aos homens, a indiferença, ou até mesmo o ódio, contra gays, lésbicas e transsexuais, até mesmo a liberdade para discutir determinadas questões, tendo ele mesmo uma postura autoritária, agindo com agressividade; sendo assim impossível o dialogo com o messias afinal messias é messias e é atemporal.

Ao que aparenta é que a liberdade que foi conseguida para que as pessoas possam se expressar, e guiar as suas vidas como querem, ofendeu os crédulos de uma vida regida por preceitos morais ultrapassados – defendendo assim, uma visão conservadora equivocada, pois o conceito de conservadorismo político está bem distante do que as pessoas que no Brasil dizem-se conservadoras defende – fazendo estas pessoas que defendem um conservadorismo ultrapassado e amador sair do armário e assumir Jair Messias Bolsonaro, como o seu representante legítimo.

Consciência

O significado de consciência pode ser determinado como o conhecimento a qual o individuo adquire do seu eu; podemos considerar a consciência como um processo individual, a qual todos nós passamos de autoconhecimento. A consciência sobre o eu determina as nossas atitudes, sendo que ao falarmos de consciência estamos falando da nossa leitura sobre determinados acontecimentos e aspecto, uma vez que a atitude de leitura sobre o mundo é individual, e depende da consciência a qual temos do eu, tendo as atitudes a qual tomamos uma ínfima ligação com a concepção do eu e com a consciência a qual se tem do eu, sendo as atitudes tomadas ativas ou passivas determina as nossas atitudes e comportamentos frente a vida.

O conceito de consciência nos leva aos conceitos como personalidade e carácter, o primeiro ligado parte irracional das nossas vidas, estando ligado ao que chamamos de emoção, e que irá ser parte influente para como iremos agir em determinados acontecimentos, a outra está mais ligada com as atitudes ativas a qual tomamos e o que determina se aquilo a qual fazemos é bom ou ruim, dependendo assim da consciência do eu e de uma reflexão para como iremos lidar com determinados acontecimentos. O segundo aspecto da nossa psique pode ser longamente influenciado pelo segundo; uma vez que determinadas atitudes que podemos tomar de forma irracional de acordo com os nossos instintos naturais, porém o carácter se esforça para moldar o primeiro e tendenciar o individuo a ter uma postura ética.

A consciência é um fator determinante uma vez que entrevem no distanciamento e análise dos afetos, este distanciamento permite com que analisemos e colocamos o conceito subjetivo de personalidade sobre análise, sendo que a personalidade intervem de forma quase imediata em nossas atitudes, tomando tal princípio de distanciamento podemos intervir de forma mais consistentes em nossas ações, e exercer o julgo, uma vez que podemos determinar se as nossas atitudes são éticas e definir desta forma se são de bom caráter.

A tendência para determinar o que seria de bom ou mau carácter geralmente vem de um espaço externo ao eu; é uma predisposição do indivíduo, mas a sua padronização estética e ética vem de um julgamento de uma consciência coletiva externa, sendo um julgamento qualitativo, demonstrativo e relativo dos acontecimentos, que tem como fator determinante a moral.

O julgo do caráter apreendido por uma coletividade externa pode ser forjado, pois está sobre o julgo do individuo e seus observadores, e por isso é de bom tom analisarmos, mais profundamente este movimento com cuidado e sempre com abertura para uma mudança em relação a concepção.

O que estamos vendo no mundo político é um grande contingente de pessoas a qual ver o diferente com indiferença, fechando as suas concepções de mundo dentro de um modelo inexoravelmente limitado, a qual não abarcar o que está fora do estético padrão defendido.

As pessoas a qual tem um primitivismo de consciência se encontrarão e encaixou as suas ideias selvagens dentro de uma moral farsesca, para ficar mais light para todos; a consciência engana a se própria; achando que está fazendo um bem; é de se estranhar uma concepção política que acha que a diferença em relação ao status social deve não apenas se manter mais também ser discernida para toda a sociedade.

O primitivismo da consciência está justamente na ciência da existência e para manter a existência individual, o indivíduo ou o coletivo descarta fatores empáticos ao outro, pois a empatia pode ocasionar uma coalizão entre a manutenção da vida (individual) ou do bem estar social (coletivo) e a extinção da vida (individual) ou o caos social (coletivo); podemos ver isso acontecer no Nazismo, no discurso de candidatura de Donald Trump, e nos discursos do Bolsonaro e bolsonaristas que defende a sua visão em cima de um patriotismo ultrapassado e que não dialoga mais com o intercambio cultural e a concepção de direitos humanos, a qual vemos as suas necessidades práticas e conceituais.

O princípio de bom caráter é forjado em nome de um conforto social nacional, aonde a maioria abafa a minoria, em prol de um discurso de um levante ao patriotismo e a extinção das expressões das diferentes frentes sociais; sendo forjada a consciência e o caráter de forma coletiva.

O primitivo está justamente no ato da sobrevivência selvagem; pois para que eu sobreviva irei matar a você!

FAH SAN

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