Muito se questiona referente a produção artística, frases conhecidas como, por exemplo, “isso não é arte ” ou “no meu tempo era muito melhor” ajuda a polemizar referente a discussões virtuais que no final das contas viram monólogos, pois virá uma discussão a qual as pessoas estão muito mais preocupadas em falar dos seus preceitos morais do que pensar realmente referente ao objeto artistico.

A verdade é que eventos como ocorridos anteriormente no Museu de Arte Moderna com a performance “La Bête” ou no Queermuseu não foi o suficiente para validar os questionamentos, diga- se de passagem – se tivesse tido tais questionamento de forma dialogal  – e não com imposições individuais, como foi – seria muito mais produtivo –  o discurso foi vazio.

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“La Bête” foi inspirada na obra de Lígia Crack “Bicho”,   em cena o coreógrafo Wagner Schwartz; nesta performance Schwartz se coloca nú e vulnerável diante do público e convida o publico para moldar o seu corpo.

As objeções de maiores reincidências nesses episódios acontecimentos foram as pessoas dizendo que aquilo que foi produzido não foi arte uma vez que não havia nenhum aprimoramento técnico envolvido, porém não ouve discussão mais aprofundada sobre tais definições, tendo assim, somente discursos vazios sobre o ocorrido.

Vazio; uma vez que o que foi levantado nestas discussões desses dois episódio foi insuficiente para produzir uma compreensão aprofundada, sobre o que é arte; se a arte possui padrões; se a arte possui objetivos; se a arte tem alguma utilidade; o que é estética e o que é o sublime?

Este Blog vai discutir com recorrência referente a tais questões envoltas no campo da Filosofia da Arte, com mais abrangência e profundidade nos próximos artigos.

O quero destacar neste escrito é que a arte desde sempre causa diversas sensações, desde uma emoção delicada há uma emoção de repulsa; a arte acontece através da fruição; uma ação acontece como a performance art, peça teatral, quadro exposto, um filme a qual assisto, enfim, independente é  criada uma conexão entre o objeto artístico e quem assiste.

Com o advento da internet o público toma contato com estes eventos artístico que no caso  do Brasil são mais comum em museus; o que é algo comum para quem já é público destes eventos artísticos é um escândalo para o grande público; vira polêmica em redes sociais,  falo das redes sociais, pois são nelas, a qual as pessoas (grande contingente de pessoas)  tomam contato com essas obras artísticas de uma forma superficial, pois é através de um registro imagético feito de forma despretensiosa a qual o público tem um contato questionável com a obra de arte, criando interpretações supervisais, ocorrendo uma eclosão de discursos a qual cria uma polêmica desnecessária; uma vez que hoje em dia o que vale a pena é pagar de inteligente.

Vale a pena destacar a importância da Performance Art como manifestação artística; tendo ela uma importância política de reivindicação ou apenas como um contato delicado, como uma fina e sensível linha que estabelece com o público, que foi o caso de “La Bete”.

Gostaria de citar uma artista de Performance Art que foi absolutamente contundente com o seu tempo, produzindo várias performances de cunho político e que até hoje poderia causar espanto nas  pessoas que veem mais não buscam uma interpretação de forma mais apurada do objeto artístico, a artista é a Valie Export e a performance a qual vou citar neste artigo é Action Pants: Genital Panic.

Em 1969, Valie Export, realizou a Action Pants: Genital Panic em um cinema em Munique; vestida de preto, com a sua genitália a mostra,  Valie Export passava pelas fileiras do cinema,  a sua genitália ficava na altura dos olhos de quem estava sentado olhando aquela intervenção artística; ela desafia os outros a interagir com uma mulher real e não com uma imagem a qual estava na tela, a qual foi construída diante de todas as artificialidades possíveis.

As fotos da performance foi tirada com a Valie Export portando uma arma provocando ainda mais a reflexão.

Ao realizar a ação artística a Valie Export levantou questões importantes para a sua época, como por exemplo, o questionamento da figura da mulher na sociedade a qual está inserida,  sendo uma relação fetichista do homem em relação a mulher, sendo ela, a mulher, encaixada dentro de uma lógica opressiva a qual impossibilita a busca feminina pela igualdade em relação aos homens; a performance realizada naquela época, foi de enorme contundência uma vez que era imanente aos questionamentos da época.

O trabalho de Valie Export é amplo sua arte parte  da performance art indo a video art e passando ao cinema experimental.

Está Performance trás reflexão ao publico, exatamente pelo fato de chocar quem a ver; tem contundência entre a ação artística e as circunstâncias a qual a performance art se encaixa, Valie Export diz que “o corpo feminino sempre foi uma construção” e acha que só com liberdade de expressão do dialogo travado entre as mulheres pode construir a sua própria imagem, um auto-retrato como a mesma define.

 

 

 

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