O caso do garoto que foi tatuado com a frase “sou ladrão e vacilão“ .

VAMOS FALAR DISSO POR QUAL MOTIVO?

Pelo motivo que espelha  muito da sociedade em que vivemos; seja no ponto de vistas das leis presentes nela, seja pela atitude ética a qual devemos tomar em determinadas situações, seja porque está situação demonstrar um estado de violência.

Para muitos a violência ocorreu por parte do adolescente que tentou roubar a bicicleta, para outros da parte das supostas vitimas que tomou uma atitude para com o suposto meliante, então cabe aqui nos refletimos sobre está situação a qual nos fala muita coisa.

A situação a qual o Brasil tem visto com as pessoas com vício é um descaso por parte do nosso governo e também da instituição privada (que por motivos que nem precisam ser citados aqui, pois é de conhecimento geral da população), o fato é que todas as pessoas no geral conseguem fazer com os seus corpos o que elas bem entendem, e não vamos acrescentar nenhum valor moral neste momento, a não ser pelo fato que posso fazer o que bem entendo com tudo a qual pertence e está sob a minha responsabilidade até o momento em que eu invado a parte do outro.

Um fato bastante complexo é a polícia a qual temos hoje totalmente desajustada, que precisa de preparação, é uma polícia que mais coloca as pessoas em perigo que protege de fato, deixando a população a mercê de bandidinhos e de traficantes. São estes argumentos citados anteriormente no texto mais usado por quem deferente a atitude dos tatuadores e condena a situação do suposto meliante (visto que para esses que defendem , este seria um meliante e os outros indivíduos de bem, os tatuadores só eram indivíduos de bem revoltados com o ato desonesto do adolescente e que estava fazendo ali o que a polícia custa a fazer.

É certo que estes argumentos tem a sua lógica argumentativa, uma vez em que a população brasileira perdeu o seu direito básico que é o de ser protegida, ficando a mercê de todos os males que acontecem na nossa sociedade, colocamos aqui dentro deste saco de ameaças a população várias situações que muitas vezes se quer tem uma resolução pelo cumprimento da  justiça, vivemos em uma sociedade que desrespeita totalmente a noção de segurança e bem estar, o governo brasileiro não é capaz de dar segurança a população.

Tendo como ponto de vista está irregularidade a qual a sociedade brasileira vive, a pergunta que fica é se seria justo o cidadão fazer justiça com as próprias mãos, já que a sociedade não garante o direito mínimo de segurança?

Agora vamos para os defensores do adolescente, esclarecendo que para esses o adolescente seria vitima do sistema, que não dar acesso a educação, que também é vitima de uma escolha ruim que fez no início da sua vida, que o mesmo não sabe jugar direito os seus atos uma vez que é vítima de um vício. Vale relembrar que os defensores do garoto condenam a atitude dos tatuadores, uma vez que seria uma atitude totalmente autoritária e arbitraria. Os defensores estão certos?

Podemos dizer que os argumentos são validos  uma vez que realmente vivemos em uma sociedade totalmente individualista que não observa a singularidade de cada um e os problemas a qual cada pessoa enfrenta , deixando assim um nó irresoluto.

Em um determinado momento  da sua vida este adolescente resolveu experimentar craque é lógico que podemos falar que não é uma atitude muito Inteligente, uma vez que sabemos que o craque pode viciar com facilidade se comparado com outras drogas,  droga  está,  barata de conseguir, de baixíssimo valor, porém como a pessoa que vicia vai precisar cada vez de mais, então cada vez mais vai ficar complicado de sustentar o vício, passando pelo processo do indivíduo perder os seus bens pessoais, após ir para a rua e quando nada mais bastar, quando a pessoa estiver mergulhado no vício, começar a roubar, e tudo isso por qual motivo? Por que tomou uma atitude errada. Porém podemos dizer que está é uma situação é temporal e que o individuo pode se recuperar, precisando de ajuda para se curar, mas o que o governo dar de opção é insuficiente, suponhamos que com a saúde voltadas aos problemas de nível mais básico possível está sucateada , seria uma inocência pensar que  iria dar toda estrutura para pessoa se recuperar, ingênuos quem acha que a “mente genial” do prefeito de São Paulo irá resolver algo.

Se colocando no lugar do viciado que só pensa e vive para aquilo, e que faz o que for possível para conseguir sustentar o vício, sendo que podemos considerar em um estado totalmente instintivo e quase irracional, não dar simplesmente para levar a sério e julgar aquele indivíduo como qualquer outro.

Uma das coisas a qual mais nos chama a atenção é o aspecto ético dessa situação, já vamos colocar como pressuposto que não é certo a pessoa pegar o que é de outra pessoa, e nesta situação isto nem chegou a acontecer de fato, mas a partir de qual momento tenho direito de desferir uma agressão física contra o outro?  Posso eu marcar a outra pessoa com algo que ira durar um tempo indeterminado? Tenho direito ao corpo do outro?

Vamos colocar como principio que o corpo é a nossa forma, enquanto figura de se colocar no mundo e que temos uma história nisto a qual chamamos de vida, e que ela pode mudar de aspecto, uma pessoa que e considerada boa e salvadora da pátria pode a posteriori ser considerado o seu maior inimigo, o ladrão pode se regenerar e ter uma outra história, o drogado pode deixar de ser drogado, enfim a historia do individuo muda muito durante a vida e não parece ser sensato ter uma atitude a qual poderá deixar marcado aquela pessoa para toda a sua existência, não estamos só falando de marcas físicas mas também psicológicas. Esse é o primeiro aspecto que nos apresenta com bastante clareza o outro é que é outro individuo e como sou um ser pensante e que não gostaria que outra pessoa se apossasse do meu corpo, pois o corpo é meu ! Então não irei praticar nem um ato violento com o outro, não irei praticar nenhum ato que iria atingir psicologicamente a outra pessoa, principalmente não tendo certeza que a outra pessoa realmente queria o meu mal.

Não se trata de defender o ladrão e condenar o mocinho, embora que sabemos que a nossa justiça tem falhas gigantescas é necessário recorrer a ela, caso contrario voltamos a um estado de natureza- cada um por si- é o estado não teria mais a razão de existir. Não cabe aqui – embora muitas vezes seja valida – ir a frente do estado, das forças jurídicas a qual garante o nosso direito, um dos motivos porque foi uma ação supérflua de alguém que provavelmente não estava racionalizando, sendo movido pelo vício, uma outra é que não adianta fazer justiça com as próprias mãos o que o cidadão brasileiro de deixar é de ser tão apolítico e perceber que a situação do país não mudara enquanto não for cumprido de fato a sua função, cair em si e ver que preguiça não leva a nada, pois hoje o que temos é exatamente uma sociedade preguiçosa que cuida cada um do seu umbigo, assim realmente fica difícil ter uma democracia que preste!

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