NEGLIGÊNCIA NA “DEMOCRACIA”.

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TEMER E A SUA CORJA; E A NEGLIGÊNCIA DO DIREITO DEMOCRÁTICO DO BRASILEIRO.

Assistimos sentados em nossos sofás aflitos e perplexizados mais sem coragem para reagir de fato e consistentemente ao desmantelamento da consciência política, estamos inserido em uma democracia, assistindo a um jogo de interesses “oligárquicos” que fere cada vez mais a nossa forma de ver positivamente o regime democrático e que elimina o sentido de tal regime.

Temos atualmente no poder do governo brasileiro uma síntese do que poderíamos chamar tranquilamente de governo tirânico que mina aos poucos o gosto dos brasileiros por políticos; governo que estar no poder ilegitimamente e que desde então se segura como pode ao poder que lhe fora conferido.

Temer é um dos políticos mais dignos de pena a qual assistimos abraçar a sua cadeira no Palácio do Planalto como uma criança que acha um brinquedo e não quer largar, mesmo sabendo que não é dela; este é Temer que com 95 % de impopularidade, sendo assim o político a dirigir a republica com maior rejeição de todos os tempos; como fala a  filosofa Márcia Tiburi, “qualquer um que tem consciência, estaria depressivo ou ainda muito mal por conta disso”, mas não Temer que deseja continua no cargo, todos diz não mas Temer diz sim.

Temer vive e sobrevive de uma política de esfacelamento; vendendo o país a seu benefício; tudo para não sair do cargo, tudo para agradar as bancadas; enquanto os que o apoiam ganham com isso esse se mantém no poder, quando Temer não conseguir mais agradar a todos os outros partidos interesseiros que deixam ele aonde estar para conseguir vantagens privilegiadas, Temer cairá se esfacelando da forma que deve ser.

Pode e deve ser perguntado se um governo que está ilegitimamente no poder tem envergadura para realização de tantas reformas que interferem no dia a dia dos cidadãos; como é o caso, por exemplo, da reforma do ensino médio, a reforma trabalhista e da previdência social e até o conceito do que seria trabalho escravo, o que deixa o governo de Temer bem perto do que poderíamos chamar de piada política.

É do senso comum no Brasil ao pensarmos em política esquecermos da nossa responsabilidade quanto pessoas autônomas que mesmo dentro de espectros autoritários ainda temos a responsabilidade de escolha que permita a mudança dos aspectos sociais a qual estamos inseridos.

Esquecemos da autoridade a qual nos foi dada pela geração anterior que nos permite mudar a sociedade a qual estamos inseridos, sendo a liberdade de escolha a maior responsabilidade a qual podemos ter, sendo ela – a responsabilidade – entregue nas mãos de políticos  putrefatos que agem no poder angariando vantagens para si, e usando do bem público como bem privado.

A liberdade, a qual em tese temos, exige responsabilidade a qual é sempre negligenciada a cada nova eleição, não estabelecendo o nosso pensamento de forma a aprofundar as perspectivas de uma alteração a qual devemos e está atrasada que se faça. Nós procrastinamos o nosso dever como cidadãos, seres racionais, e por isso políticos, e responsáveis pelo mundo a qual nós queremos e temos em vista.

A cada duas translações, o ambiente fica cada vez mais escuro, a aparência é que estamos seguindo cada vez mais para o fundo da caverna; pensar em um futuro benevolente para todos, e por isso igualitário e solidário, não é simplesmente uma utopia e sim um ativismo para assim poder atingir a potencialidade que está escondida dentro do foço a qual nos metemos.

                                                               POR FAH SAN

No vídeo abaixo a filosofa Márcia Tiburi em entrevista a Cláudio Prado fala sobre um Brasil utópico do futuro; e fica a partir daí uma pergunta, qual mundo queremos criar?  Está é uma questão que deveríamos levar mais a sério!

INFORMAÇÕES DA POSTAGEM:

IMAGEM EM DESTAQUE: http://www.diariodocentrodomundo.com.br/fora-temer-por-latuff/

 

HÁ LIBERDADE 2º SARTRE * FAH SAN

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A filosofia existencial do Francês Jean Paul-Sartre (1905-1980)  teve muita influência na França a qual foi saturada pela Segunda Guerra Mundial, sendo a filosofia existencial de Sartre conceitualizada na ideia de liberdade, ideia está levada ao extremo do que podemos chamar de liberdade.

Sartre foi muito provavelmente o filosofo que em vida conseguiu atrair mais atenção, podendo transforma em vida a sua filosofia em uma verdadeira manifestação cultural ascendente na França.

Para Sartre tudo que tem existência, exceto o ser humano, é irracional,  assim  estão presos a sua própria existência, dentro da sua funcionalidade, não podendo deliberar.

 

Sobre a mesa de jacarandá, há  uma carta fechada. Apanho, na gaveta, uma faquinha para abrir envelopes – corta – papel é o termo exato. Este corta-papel, especificamente é herança de minha avó; o cabo é adornado por uma excêntrica, mas perturbadoramente  verossímil cabecinha de cachorro. A lâmina é cega, exceto pela ponta, que se afina em ânulo abrupto. Tudo nesse objeto (exceto a efígie canina) serve a uma função clara: abrir papéis. Introduzo a ponta da lâmina na fresta da pala, faço um movimento seco e rápido com a mão. Excelente, essa faquinha. Não sei quem produziu, mas o sujeito sabia o que estava fazendo.

José Francisco Botelho (Livro: A Odisseia da Filosofia; Uma breve história do pensamento ocidental; Editora Super Interessante) 

 

No texto citado acima, o objeto do corta – papeis, foi feito para uma finalidade; sendo ele criado racionalmente pelo homem, sendo este um objeto que a essência precede a existência, pois a finalidade dele é clara.

Devido a ausência de racionalidade dos animais, eles são presos dentro das possibilidades que lhes são colocadas, então eles apenas existem. Um animal não cria a sua individualização, segue o instinto, que lhe é próprio; o que não é o caso do homem, pois embora com limitações tem a liberdade de realizar, da sua existência, o que quiser.

A importância da sua filosofia está exatamente na radicalização do humano, tendo como princípio o próprio ser humano e nada além, tirando assim a responsabilidade da divinização da natureza – como é de praxe na filosofia antiga – e também do divino no sentido religioso; por este motivo primeiro existimos, e somente posteriormente nós construirmos a nós mesmos.

 

 

”Primeiramente, o homem existe, se descobre, surge no mundo e só depois se define”. 

Jean Paul-Sartre

 

 

Segundo Sartre todo homem está condenado a ser livre, tendo ao seu dispor o poder de escolha para o que deseja realizar, uma vez que a existência do homem vem antes de qualquer coisa, podendo assim ser responsável pela sua realidade.

Para Sartre você é aquilo que você faz, ou seja, são as suas atitudes que irão definir a sua identidade; são as suas decisões que vem após a existência que define quem você é; sendo assim, eu existo primeiro e posteriormente defino qual será a minha essência, pois se não há deus antes que definiu quem é a pessoa que sou, que pré-estabeleceu uma série de regras, definindo assim, anteriormente qual seria a minha essência, então, eu existo antes de qualquer coisa, e eu posso definir qual será a minha história.

 

 

“Quanto aos homens não é o que eles são que me interessa , mas o que eles podem se tornar”  

Jean Paul-Sartre

 

 

Há em Sartre uma liberdade criada dentro de uma individualidade que é posta dentro de uma radicalização extrema, assim também o tempo ganha uma nova significação, uma vez que se há está liberdade extrema então cada ser humano, em cada época a qual vive tem a liberdade de ser quem ele quiser, e fazer a sociedade a qual ele deseja; sendo assim podemos dizer que este é um ponto de convergência entre a individualidade e coletivo; trazendo assim para dentro desta filosofia aquela a qual é o seu maior problema, a angústia.

A angustia é gerada devido a esta extrema liberdade a qual o ser humano tem;  livre de qualquer superioridade divina a qual pode lhe instrui por meio de regras, definindo assim a sua vida; o homem sapiens sapiens (o homem sabe que sabe)  fica perdido diante das possibilidades de escolha, podemos escolhermos, ser o que quisermos ser, e temos que nos responsabilizarmos por nossas ações, caso contrário usaremos de má fé.

A má fé em Sartre é quando a pessoa se exime da responsabilidade dos seus atos; como o ser humano é livre então ele deve escolher o que ele quer para ele e também deve assumir as suas responsabilidades diante do mundo.

O homem é totalmente responsável por si mesmo, por sua história e consequentemente pela história dos outros que estão a sua volta; sendo assim a minha ação é livre e tem que representar aquilo que afirmo no mundo como válido, tendo a ciência que as minhas escolhas irão interferir em vidas alheias a minha.

 

 

 “E como se a humanidade jogasse os holofotes sobre você, esperando que você haja, para saber quem ela é, pois o que é o homem? O homem não é nada além do que faz; o que há  é uma sempre renovada definição de homem a partir da vida de todos os homens”

Jean Paul-Sartre

 

 

A filosofia de Sartre nos coloca frente as nossas escolhas, frente aos obstáculo a qual temos; independentemente das dificuldades a qual é apresentada, o individuo tem liberdade para deliberar e agir, sendo assim, é responsável pelo que decide; independente se a nossa liberdade é cerceada, ainda assim temos a responsabilidade de agir e escolher.

 

AUTOR: FAH SAN.

 

O documentário abaixo mostra a importância de Sartre para a sociedade a qual ele viveu, além de ter fatos históricos, a sua bibliografia é colocada também em cena e podemos compreender o quanto estava realmente comprometido com o existencialismo ou como ele à chamava,  filosofia existencial,  filosofia está que levou como modo de vida, indo ao extremo.

 

 

 

 

 

Referencias:

O Livro Da Filosofia/Editora Globo/ DK LONDRES

Botelho, José Francisco. A Odisseia da Filosofia. Editora Super Interessante

 

 

 

 

 

 

A Performance Art que chocaria até nos dias atuais.

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Muito se questiona referente a produção artística, frases conhecidas como, por exemplo, “isso não é arte ” ou “no meu tempo era muito melhor” ajuda a polemizar referente a discussões virtuais que no final das contas viram monólogos, pois virá uma discussão a qual as pessoas estão muito mais preocupadas em falar dos seus preceitos morais do que pensar realmente referente ao objeto artistico.

A verdade é que eventos como ocorridos anteriormente no Museu de Arte Moderna com a performance “La Bête” ou no Queermuseu não foi o suficiente para validar os questionamentos, diga- se de passagem – se tivesse tido tais questionamento de forma dialogal  – e não com imposições individuais, como foi – seria muito mais produtivo –  o discurso foi vazio.

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“La Bête” foi inspirada na obra de Lígia Crack “Bicho”,   em cena o coreógrafo Wagner Schwartz; nesta performance Schwartz se coloca nú e vulnerável diante do público e convida o público para moldar o seu corpo.

As objeções de maiores reincidências nesses episódios acontecimentos foram as pessoas dizendo que aquilo que foi produzido não foi arte uma vez que não havia nenhum aprimoramento técnico envolvido, porém não ouve discussão mais aprofundada sobre tais definições, tendo assim, somente discursos vazios sobre o ocorrido.

Vazio; uma vez que o que foi levantado nestas discussões desses dois episódio foi insuficiente para produzir uma compreensão aprofundada, sobre o que é arte; se a arte possui padrões; se a arte possui objetivos; se a arte tem alguma utilidade; o que é estética e o que é o sublime?

Este Blog vai discutir com recorrência referente a tais questões envoltas no campo da Filosofia da Arte e Estética, com mais abrangência e profundidade nos próximos artigos.

O que destaco neste escrito é que a arte desde sempre causa diversas sensações, desde uma emoção delicada há uma emoção de repulsa; a arte acontece através da fruição; uma ação acontece como a performance art, peça teatral, quadro exposto, um filme a qual assisto, enfim, independente é  criada uma conexão entre o objeto artístico e quem assiste.

Com o advento da internet o público toma contato com estes eventos artístico que no caso  do Brasil são mais comuns em museus; o que é algo comum para quem já é público destes eventos artísticos é um escândalo para o grande público; vira polêmica em redes sociais,  falo das redes sociais, pois são nelas que as pessoas (grande contingente de pessoas)  tomam contato com essas obras artísticas de uma forma superficial, pois é através de um registro imagético feito de forma despretensiosa a qual o público tem um contato questionável com a obra de arte, criando interpretações supervisais, ocorrendo uma eclosão de discursos a qual cria uma polêmica desnecessária, uma vez que hoje em dia o que vale a pena é pagar de inteligente.

Vale a pena destacar a importância da Performance Art como manifestação artística; tendo ela uma importância política de reivindicação ou apenas como um contato delicado, como uma fina e sensível linha que estabelece com o público, que foi o caso de “La Bete”.

Gostaria de citar uma artista de Performance Art que foi absolutamente contundente com o seu tempo, produzindo várias performances de cunho político e que até hoje poderia causar espanto nas  pessoas que veem mais não buscam uma interpretação de forma mais apurada do objeto artístico, a artista é a Valie Export e a performance a qual vou citar neste artigo é Action Pants: Genital Panic.

Em 1969, Valie Export, realizou a Action Pants: Genital Panic em um cinema em Munique; vestida de preto, com a sua genitália a mostra,  Valie Export passava pelas fileiras do cinema,  a sua genitália ficava na altura dos olhos de quem estava sentado olhando aquela intervenção artística; ela desafia os outros a interagir com uma mulher real e não com uma imagem a qual estava na tela, a qual foi construída diante de todas as artificialidades possíveis.

As fotos da performance foi tirada com a Valie Export portando uma arma provocando ainda mais a reflexão.

Ao realizar a ação artística a Valie Export levantou questões importantes para a sua época, como por exemplo, o questionamento da figura da mulher na sociedade a qual está inserida,  sendo uma relação fetichista do homem em relação a mulher, sendo ela, a mulher, encaixada dentro de uma lógica opressiva a qual impossibilita a busca feminina pela igualdade em relação aos homens; a performance realizada naquela época, foi de enorme contundência uma vez que era imanente aos questionamentos da época.

O trabalho de Valie Export é amplo sua arte parte  da performance art indo a video art e passando ao cinema experimental.

Está Performance trás reflexão ao publico, exatamente pelo fato de chocar quem a ver; tem contundência entre a ação artística e as circunstâncias a qual a performance art se encaixa, Valie Export diz que “o corpo feminino sempre foi uma construção” e acha que só com liberdade de expressão do dialogo travado entre as mulheres pode construir a sua própria imagem, um auto-retrato como a mesma define.

 

 

 

A TRAGÉDIA DO JOVEM PRUETT

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A pena de morte é um assunto polêmico, justamente porque divide opiniões. Há os que são favoráveis a pena de morte argumentando que uma pessoa que comete um crime grave contra outra pessoa perde totalmente a noção de humanidade, não sendo assim possível uma recuperação para o convívio em sociedade, ainda argumentam que seria uma forma justa para a pessoa pagar pelo crime cometido.

Um caso recente nos chama a atenção justamente pelos aspectos contraditórios envolto no crime e a condenação de forma aparentemente arbitrária.

Depois de 23 anos recruzo  o jovem Robert Pruett de 38 anos, foi executado dia 12 de Outubro de 2017, no estado do Texas (EUA) às 20h46 horário de Brasilia.

Robert Pruett estava preso desde os 15 anos

Ele foi preso aos 15 anos de idade quando foi acusado de cumplicidade no homicídio, a qual o pai dele estava envolvido, foi condenado a 99 anos de prisão, depois de tal episódio foi condenado a excussão – aos 20 anos de idade – após ter sido acusado de ter assassinado a facadas o guarda penitenciário Daniel Nagle a qual teria feito um relatório sobre Pruett.

Da primeira condenação muitos questionam referente ao sistema de pena judiciais extremamente repressivo, afinal de contas 99 anos é equivalente a uma prisão perpetua, aplicada a um jovem de apenas 15 anos, sem nenhuma chance para uma reabilitação para um convívio social; tendo assim toda a sua vida comprometida; vale a pena mencionar que o jovem não ficou nenhum dia livre posteriormente ao acontecimento referido, ou seja, nenhum dia de liberdade na sua vida adulta.

A segunda condenação foi também questionável uma vez que faltou provas materiais, tanto que o tempo para acontecer a execução foi em torno de 18 anos, pois os advogados conseguiram adiar várias vezes a execução de Pruett, uma vez que faltava uma prova para colocar o jovem no local do crime acontecido. A defesa alegou que Pruett foi vítima de um complô, vitima de outros que pelo que parece, tinham o interesse de realizar o homicídio de Nagle o que foi possível devido ao sistema penitenciário ser extremamente corruptível, alegam os advogados que os testemunhos eram totalmente contraditórios; apesar dos testemunhos faltou provas materiais.

O fato é que o ocorrido nos chama a atenção devido a fragilidade das provas que ali se encontravam para as duas condenações tão brutas e opressivas que tirá totalmente a liberdade, e elimina qualquer tipo de esperança de um ser humano de apenas 15 anos de idade e que poderia ter tido uma história diferente.

Parece que a vida não foi muito generosa  com Pruett; aos 15 anos foi condenado de cumplicidade em um homicídio, a qual o seu próprio pai era o principal envolvido;  aos 7  anos de idade já consumia narcóticos e também vendia, sendo acompanhado por um pai que foi detido várias vezes e por uma mãe viciada, parece que Pruett não teve ninguém que olhasse muito por ele, nem mesmo o estado.

As condições práticas para uma vida feliz, segundo a filosofia de Epicuro: para uma vida mais feliz hoje

 

 A felicidade é um “objeto” buscado pelo o homem desde os tempos primordiais da existência do homo sapiens sapiens, a busca por uma satisfação e contentamento da consciência é uma busca a qual o ser humano coloca-se em detrimento da sua conservação, ligado a essas necessidades encontramos a filosofia epicurista nascida no século IV a.C., momento a qual a filosofia irá migrar a reflexão coletiva para a individual, sendo colocado como centro discursivo a felicidade.
O epicurismo foi uma corrente filosófica fundada na Grécia antiga a qual busca a vida feliz utilizando como base para o alcance da felicidade através do prazer, tendo este uma fundamentação dentro de um aspecto distinto do que seria o prazer instintivo sem uma base propulsora de intencionalidade racional, sendo o prazer totalmente reflexivo e análogo à ausência de incômodos, tristezas, doenças, sendo estabelecido no entanto segundos as próprias argumentações da escola epicurista que o prazer é a ausência de pertubação mental e física.
Devemos pautar que a felicidade para a filosofia epicurista não é o alcance de uma euforia desenfreada e sim uma construção racional, empregada para a vida prática em sociedade, viver feliz é viver de acordo com os preceitos básicos de contentamento gerado pelo apaziguamento e com estabilidade emocional , tendenciando ao prazer de forma prudente, para assim atingir a verdadeira felicidade.
As possibilidades para atingir os demais prazeres surgidos e o bom aproveitamento é possível devido a ausência de pertubações mentais e físicas, ou seja, devido ter acesso a um prazer primeiro, mínimo e gerado por coisas mínimas, se colocando como prerrogativa o fato de o prazer ser ausência de pertubações, gerando assim a paz de espírito.
Epicuro divide o prazer em três tipos, sendo eles naturais necessários, naturais e não necessários e os não naturais. Explicitando com maior afinco, essas divisões: os naturais e necessários aponta para o mínimo a qual deve ser usado como manutenção do ser, ou seja, dentro de uma proposição interrogativa do que realmente é necessário para que o ser humano possa viver confortável, sem a busca de aspectos desnecessários que aponte para o exagero de determinadas formas de agir, ou seja, acesso a alimentação e vestimenta básica para que o indivíduo possa manter o seu corpo saudável, moradia para proteção; a segunda forma de prazer são os naturais não necessários, na qual os indivíduos podem aproveitar, porém tomando os devidos cuidados, estipulados pela prudência, para então não ter o risco de fazer com que estes prazeres possam se apossar da parte racional das pessoas, transformando eles , os prazeres, em vício, que para os gregos estar relacionado a desmedida, trazendo indeterminação a sua condição prática de convívio consigo mesmo e com os outros, por esses motivos, deve o indivíduo ter os devidos cuidados para o melhor aproveitamento dos prazer não necessários prazeres de forma sábia; o terceiro tipo de prazer são os não naturais, aos quais os indivíduos não devem de forma alguma procurar, como a glória, a riqueza, a fama, entre outros, pois os prazeres não necessários existe apenas como convenção de uma sociedade, dispensáveis em todos os aspectos, uma vez que trás o lado oposto daquilo a qual o indivíduo quer, quando busca este tipo de prazer, desgastando eles facilmente.
A prudência é determinante para que o indivíduo possa atingir a ataraxia e daí em diante atingir a estabilidade psíquica e a felicidade pelo prazer de forma continua, o indivíduo deve sempre procurar a paz de espírito e para que isso ocorra Epicuro fala que tanto a alma como o corpo devem está livres de pertubações, devendo livrar-se delas o mais prontamente possível, para a alma Epicuro recomenda que devemos lembrar de imagens do passado agradáveis ou pensar em imagens a qual nos diz de um futuro que possa ser diferente do que está nos apresentando, pois quando ativamos a memória isto trás coisas que são boas para o espírito, pelo afastamento – do tempo presente – a qual é posto, distanciando daquela dor, a qual nos aflige no presente.
Podemos deduzir que a questão do remédio para a saúde psíquica está ligeiramente abastecida pela convencionalidade temporal, então tempo e saúde da alma estão ligados na concepção epicurista.
Em relação a saúde do corpo devemos cuidar das dores físicas e sana-las o tão logo quanto possível, podemos assim estabelecer sem mais delongas a mediação entre saúde do corpo e a parte medicinal, sendo a medicina algo que estar posto externamente e que interfere na parte interna, do ser humano. Porém vale também o distanciamento temporal a qual foi dito anteriormente, pois torna-se necessário pensar em outras possibilidades a qual o futuro possa guardar.
Na relação saúde da alma, encontramos um processo que acontece inteiramente internamente, o indivíduo com ele mesmo, em relação a saúde do corpo verificamos a razão de uma interferência externa que irá fornecer a possibilidade para a modificação a qual deve ser realizada internamente, posteriormente.
Podemos concluir em relação a felicidade é algo a que depende dos esforços da própria pessoa, pois depende da decisão da parte psicológica do indivíduo para buscar a saúde da alma e do corpo, pois se a consciência não quer e não se preocupa para com isto, em casos de doenças o indivíduo não irá curar-se, o indivíduo é inteiramente responsável por busca-la e alcança-la, deve buscar a felicidade por meio de um interim de fomento, pois corpo e mente (alma), andam juntas.
A felicidade, em Epicuro, seria o equilíbrio, ou seja, a virtude , inerente a cada um de nós, exercida pela prudência, atingida pela busca do prazer, sendo o prazer , a ausência de pertubações da alma e do corpo.

 

Referências: 

MELANI, Ricardo. Diálogos: primeiros estudos em Filosofia. 2. ed. São Paulo. 2016.

MARCONDES; Danilo. Iniciação à história da Filosofia: dos Pré-socráticos a Wittgenstein. 2. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2007.

ARANHA; Maria Lúcia de Arruda. MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando. Introdução à Filosofia. 4. ed. São Paulo: Moderna, 2009.

 

 

 

 

 

 

 

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O presidente Bolsonaro está certo!

                                                                                                                                  Autor: Fah San

Para quem diz: O presidente Bolsonaro está certo, e devemos respeitar a sua autonomia de presidente, ao querer cortar parte da verba nas ciências humanas.

Primeiramente, risadas, pois a risada é necessária as vezes quando a situação é constrangedora demais.

O problema queridos é que as universidades tem a sua autonomia, e recebe este nome de universidade exatamente por disponibilizar aos seus estudantes uma visão interdisciplinar, caso contrário não seria universidade. Ele informa que deseja investir na área de medicina, o que é a bioética se não uma abordagem da ética aplicada, a qual os estudantes de medicina deve estudar, o que seria o direito, se não fosse a sociologia e a filosofia.

O problema está posto, exatamente porque os nossos atuais governantes não entende, nem a sociologia e nem filosofia. E se o nosso presidente entendesse não falaria tanta grosseria, pelo contrário, teria até mesmo maior cuidado com as suas palavras, pois entenderia o que é a filosofia e sociologia, e também algo chamado de lógica, coisa que lhe falta.

E para finalizar quem votou ou não em Bolsonaro deve exigir e pressionar, afinal de contas cidadania não é apenas votar, é também acompanhar o político, sendo quem você votou, ou não, para que as decisões sejam tomadas de forma responsável.

 

 

Acesse:

https://www.facebook.com/afilosofiaestapresente/

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BOZO AGRIDE!

Autor: Fah San

Muito contraditório, para o Bozo, família “tradicional” é bíblia em uma mão e arma na outra!

Se estivesse interessado em defender a família ele não teria sido omisso no caso Evaldo, que foi morto com 80 tiros, caso digno de revolta, mas ele prefere ficar desviando a atenção da população, que não presta a atenção nos absurdos, digno de um espetáculo de horror.

A Filosofia e a Sociologia, cada uma com a sua metodologia própria, poderia nos ajudar a entender melhor o que acontece, chama a atenção que elas são descreditadas pelo Governo, desgovernado.

O descaso com as Ciências Humanas e Aplicadas, rebaixada pelo governo -penso eu – a conversa boêmia, demonstra o quanto desprezam os conhecimentos que possibilitam o senso crítico, e que possibilita a atividade reflexiva. Para o Ministro da Educação Abraham Weintraub, principalmente, a filosofia e a sociologia não merece o investimento público, Bolsonaro diz que não tem retorno ao contribuinte, e acha justo que isso ocorra.

O caso do desinvestimento e do impedimento da campanha publicitária do BB demonstra intolerância a tudo que não está em conformidade com aquilo que pensa, pois tem uma mentalidade autoritária e fascistoide, demonstrada também quando o Exército Brasileiro assassina um pai de família e trabalhador, que estava indo para um chá de bebê, e o presidente pronuncia-se depois de uma semana, tratando o caso como um incidente, quando a palavra certa é execução, assim como, a tentativa de assassinato do o estudo e da pesquisa em filosofia e sociologia, e o perseguição à liberdade de expressão, a nossa democracia está sendo assassinada a cada dia.

Espero que as pessoas acordem em quando há tempo!

 

COMPARTILHEM,  por favor:  afilosofiaestapresente.blog

 

ABAIXO MAIS ARTIGOS

# Compartilhando o que tem na rede: indicações de vídeos.

Neste vídeo o narrador fala os principais motivos por não votar no candidato ao governo de São Paulo João Dória. O vídeo é da página www.jornalistaslivres.org e vale apena ser visto.
O segundo vídeo ainda com o assunto João Dória fala de uma estória no mínimo patética envolvendo tal político: https://www.youtube.com/watch?v=KGXgAI13iSc
Veja o que o nosso possível futuro presidente fala sobre a Ditadura: https://www.youtube.com/watch?v=LyOvIrvKZD8    e após veja o último link deste post, vídeo que trás o professor de história Leandro Carnal  (UNICAMP). 
recomendo um vídeo famoso e antigo, porém que vale apena ser revisto:
E os dois últimos vídeos fala da ditadura instaurada no Brasil, importantíssimo para quem acha que a ditadura não existiu no nosso país e que o quê os professores de história fala é uma grande baboseira, pois fora apenas uma intervenção sendo a tortura justificada devido ao combate de comunistas que queriam tomar o poder.
Em época de eleição em que um dos candidatos é um apoiador convicto do regime militar é necessário que as pessoas peguem os livros de história do ensino médio e leiam antes deles mesmos falarem asneiras. 
É minimamente desconfiável que pessoas que tem uma posição tão radical mude logo quando é candidato, vale apena lembra que o possível presidente em 2016 prestou homenagem a Carlos Alberto Brilhante Ustra ( https://www.youtube.com/watch?v=54KUDU-u1P0 ) durante o picadeiro do impeachment da  então presidente Dilma Roussef.
e

Pense em quem irá votar! 

A democracia é um ato de responsabilidade.